Adufeiras no Andanças

O Festival de Musicas e Danças Populares – Andanças, é um palco privilegiado para uma aprendizagem cultural ilimitada transbordando para diversas áreas. As Adufeiras do Paul, marcaram presença neste acontecimento único, onde não se vai ver, vai-se fazer.
De acordo com, a organização da responsabilidade da Associação Para a Promoção da Musica e Dança – Pédexumbo, sedeada em Évora, que este ano realizou a décima quarta edição do Andanças, a preocupação é cada vez mais, incentivar a troca cultural: “do festival para fora e de fora para o festival”, à qual se alia uma preocupação ecológica, mas também social que entre os dias três e nove de Agosto/09, fez do recinto na freguesia
de Carvalhais no concelho de São Pedro do Sul, um espaço comum mais rico para todos.
Um espaço também enriquecido pelo contributo de gente do Paul, que esteve na rota dos Andanças como foi o caso das mulheres que manejam o adufe como poucas em representação da Casa do Povo local.
No recato da igreja de Carvalhais, onde aconteceram muitas oficinas de danças e concertos as Adufeiras do Paul, mostraram como se maneja o Adufe e como se dança ao seu toque com a emblemática cantiga “ Farrapeira”.
Referira-se que, ver-se uma igreja habitualmente reservada ao culto religioso, cheia de pessoas de todas as idades, ávidas para aprender a tocar Adufe, não é um cenário de todos os dias, só possível no Andanças onde a mente se liberta e todos participam sem reservas, tal como a Leonor Narciso, que orientou as oficinas do toque e da dança com este instrumento de percussão que maneja como ninguém.
Para terminar a sua participação as Adufeiras da Casa do Povo do Paul, realizaram uma pequena actuação que não foi mais do que um pequeno enxerto do seu último trabalho “ Cantos da Terra”.
Quem estava na plateia e visivelmente satisfeito com o trabalho das Adufeiras era o etno – musicólogo Domingues Morais, “ esta é uma participação de grande qualidade. Sabem transmitir muito bem este conhecimento sobre a música popular, por isso os jovens estavam aqui em grande número porque sentiam a verdade deste tipo de cultura. Este ano Michel Giacometti se fosse vivo faria oitenta anos, aquilo que aqui se passou é um bom exemplo do que ele defendeu para a música tradicional portuguesa.” Asseverou à nossa reportagem.
Também a opinião dos que participaram nestas oficinas de toque e dança com adufe era a melhor a começar pelas próprias adufeiras, principalmente, as mais jovens visivelmente satisfeitas.
“ Temos de aproveitar esta semana no Andanças para aprendermos o máximo de danças, por acaso esta da Farrapeira, é um tanto ó quanto difícil mas gostei de aprender a dança-la ao toque do adufe que adoro”.Confessava-nos a Joana uma jovem lisboeta a revelar-se uma boa aprendiz.
Por outro lado, a avaliar pela forma calorosa como o público que enchia a igreja se manifestou no final do concerto do grupo paulense, só pode considerar-se uma grande jornada a favor das virtudes deste instrumento tradicional de percussão e um grande contributo para a promoção e a defesa da nossa cultura, que foi dado pelas Adufeiras da Casa do Povo do Paul no Andanças 2009.

“Cantos e Sons da Terra” na Festa da Vila

Música tradicional e ligeira, exposições, artesanato, tasquinhas de “ comes e bebes”, o encontro dos amigos e dos afectos foram os ingredientes da Festa da Vila, que teve lugar de 31 de Julho a 2 de Agosto/09.

Esta iniciativa de verão contou a participação dos grupos tradicionais da terra, da filarmónica paulense, das colectividades representadas no recinto da festa demonstrando que afinal o associativismo local está vivo.

No Domingo, 2 de Agosto, as intervenções musicais estiveram a cargo da Casa do Povo do Paul , Grupo A
qu`Alma e do organista Jorge Beirão, encarregado de animar o baile para os mais resistentes.
Quanto à Casa do Povo antes de actuar no recinto da festa desfilou pelas ruas da freguesia levando até ao Largo da Praça a sua sonoridade.

Já no Largo do Mercado apresentou pela primeira vez no Paul, o seu mais recente espectáculo “ Cantos e Sons da Terra”, que andou em digressão por terras gaulesas nos dois últimos anos, conseguindo surpreender o publico com esta abordagem transgressora, sonora e visual, das tradições perdidas no
tempo, emergindo o potencial das danças e a sonoridade ora, harmoniosa dos adufes e pedrinhas, ora, pujante dos bombos, caixas, gaita – de – foles e pífaro.
O público em grande número interagiu com este espectáculo e dispensou um forte aplauso ao desempenho dos elementos do Rancho Folclórico da Casa do Povo do Paul.

Alguns populares não se furtavam a comentar,” a Casa do Povo consegue sempre nos surpreender. O ano passado fez aqui um festival com um figurino diferente e o próprio espectáculo que apresentou
surpreendeu pela inovação. Agora este ano apresenta outro espectáculo onde se misturam as sonoridades e muito bonito. Percebe-se agora que os franceses tenham gostado dele porque de facto é de boa qualidade”. Frisaram os interpelados.

Na verdade, apesar de algum nervosismo de quem sabia da responsabilidade de por em cena em estreia absoluta na vila do Paul o musical “ Cantos e Sons da Terra”, a actuação foi sóbria e convincente, demonstrando-se uma vez mais o grande potencial que os paulenses têm quando defendem a cultura tradicional da sua terra.

Sonoridade portuguesa surpreende no festival de Ambert

O Rancho Folclórico da Casa do Povo do Paul em representação de Portugal, deixou bem marcada a sua passagem por terras gaulesas. A sonoridade que apresentou não deixou ninguém indiferente. O Festival de Ambert – França, promoveu a ronda dos grupos participantes pelas localidades desta região francesa. Muito trabalho, pouco descanso e uma grande resposta do grupo português são notas de destaque.
Uma população envelhecida, fechada, pouco dada a climas festivos, o frio, a sobrecarga de trabalho com uma deficiente gestão dos tempos de descanso, não foram suficientes para quebrar a garra e o empenho do Rancho Folclórico da Casa do Povo do Paul, que representou Portugal, no Festival de Ambert - França intitulado “Le Ronde des Copains du Monde”, sob a égide do “Conselho Internacional das Organizações de Festivais de Folclore e Artes Tradicionais” – CIOFF.
De facto, quando a delegação portuguesa no passado dia 13 de Julho, chegou a Ambert estava longe de pensar que iria ter pela frente uma maratona de animações e actuações em diversas localidades francesas. Na verdade, logo na noite da chegada o grupo paulense teve de realizar um enorme desfile pelas ruas de Ambert até ao local onde uma multidão assistiu ao fogo de artificio, começava aqui uma “ ronda” de extrema exigência física que obrigou o grupo português bater-se galhardamente pela dignidade do folclore da sua região e do seu país, apesar do esforço quase desumano que lhe foi solicitado em alguns dias da sua estadia na França.
Ambert, é uma cidade que outrora tinha nos objectos religiosos uma das suas principais áreas produtivas, agora tem uma grande industria de cablagem eléctrica e outra de medicamentos, depois são pequenas empresas ligadas aos vários sectores produtivos, mas o que se estranha e não se entranha é o aparente “ divorcio” entre a sua população e a realização deste grande acontecimento cultural que já vai na vigésima edição. A poucos quilómetros de Clemont Ferrand e de Lyon, esta localidade francesa está em zona montanhosa rodeada de intenso e verdejante arvoredo, tal como na Pousada da Juventude em St. Martin des Olmes, onde ficou alojada a delegação portuguesa a escassos cinco quilómetros de Ambert. O tempo é bastante chuvoso e frio, tal como as pessoas que não partilham emoções com os forasteiros, daí que a festa esteve sempre limitada às próprias delegações dos países participantes, nomeadamente: Irlanda, Colômbia, Guadalupe, Paraguai, Servia, Polónia Rússia, Kénia, Bolívia, Suíça e claro está Portugal, pese embora, estarem todos alojados em locais diferentes e não terem muito tempo para o lazer.
Da frieza de uns à alegria da formação lusitana
Objectivamente, a lógica empresarial dos organizadores do festival levou à mercantilização do folclore com os grupos a serem “usados e abusados” em animações e espectáculos pagos à organização, sem esta acautelar minimamente tempos de descanso e a própria segurança das pessoas. De acordo, com os responsáveis do festival esta estratégia de funcionamento deriva da crise económica internacional e da dificuldade de por de pé este evento que custa cerca de duzentos mil euros e envolve quase uma centena de voluntários, entre os quais, se encontravam alguns guias desprovidos de sensibilidade para serem interlocutores dos grupos, chegando mesmo a registarem-se atitudes “ frias e autocráticas” provocando o desagrado dos folcloristas de forma generalizada.
Mas, o grupo português apesar de esta contingência esteve sempre no seu melhor, quer logo pela manhã quando era escalado para animar clínicas e lares para idosos, muitos deles com doenças incapacitantes e degenerativas, quer quando andou pelas ruas e pelo mercado semanal que tem lugar às quintas-feiras em Ambert.
Sempre bem dispostos os portugueses onde chegavam faziam a diferença e a festa acontecia, nos espectáculos em palco assumiam uma postura de amadores com grande profissionalismo.
Com efeito, no que concerne ao desempenho do grupo português nesta jornada além fronteiras importa referir alguns momentos a destacar, desde logo o desfile das nações que abriu o festival na quarta-feira 16 de Julho, com o Rancho Folclórico da Casa do Povo do Paul, a encerrar a apresentação dos grupos com uma dinâmica quer nas danças, quer na sonoridade dos bombos , gaitas-de-foles e adufes, que “ obrigava” o público a interagir e a incentivar a formação lusitana.
O desfile terminou no edifício da Câmara de Ambert, cuja arquitectura distingue-se das outras, justamente, porque é totalmente redondo e com arcadas com a mesma geometria cheias de gente a aplaudir a passagem das formações de cada país que subiram até á nave central do edifício camarário para ai ter lugar a cerimonia oficial de boas-vindas e troca de lembranças.
À noite no Jardim Publico, no espectáculo “ Horizontes do Mundo” os países fizeram a sua apresentação em palco com uma pequena actuação, precedendo a abertura colectiva com um par de cada país participante a anunciar o seu lema para o festival, sendo que, Portugal escolheu a frase “ todos diferentes todos iguais”.
“Cantos e Sons da Terra” arrebata público
Logo no dia seguinte, no Centro Multicultural de Arlanc, uma localidade situada na periferia de Ambert, o grupo paulense protagonizou outro momento delicioso com a animação para as crianças que cantaram, participaram em jogos de infância e tocaram os instrumentos do grupo. Nesta altura, num clima bem disposto e meramente informal o grupo que precisava de recarregar as “ baterias” (físicas e psicológicas) trocou de identidades com os homens a tocar adufe e as mulheres os bombos, originando um momento inesquecível de diversão para todos.
A partir de sexta-feira 17 o grupo português desdobrou-se em actuações em Feurs e Riom es Montagne, Nesta ultima localidade, a mais de cento e cinquenta quilómetros de Ambert e em plena montanha oito grupos participantes do festival “ Le Ronde des Copains du Monde”, entre os quais o português, deram corpo à vigésima quarta edição do “ Festival de Musica Sem fronteiras de Riom es Montagne”. Era o “dois em um” que a organização tinha reservado para os participantes deste “ sui generis” festival de Ambert.
No domingo 19 de Julho, teve lugar o encerramento do Festival de Ambert com a “Noite Privilégio” na magnífica Salle de la Scierie, cabendo a Portugal, Polónia, Paraguai e Kénia esta missão. A delegação portuguesa nesta altura já muito cansada fez um apelo à sua debilitada reserva de forças e arrancou uma grande exibição que levou o presidente do festival Patrick Pascal, a dirigir-se aos responsáveis do grupo felicitando-os pela qualidade do espectáculo intitulado “ Cantos e Sons da Terra”.
Terminado o festival nos dias seguintes (segunda-feira 20 e terça-feira 21) o Rancho Folclórico da Casa do Povo do Paul, actuou ainda em Saint - Férreol des Cotes e Marsac- en - Livradois respectivamente, terminando uma missão difícil mas cumprida com brio e dignidade, deixando em terras gaulesas o nome de Portugal bem marcado no imaginário colectivo das populações por onde passou.


O festival visto pelos outros
Durante dias recolhemos diversas opiniões sobre o festival e o desempenho do grupo português, eis o que eles disseram:
“ Este ano o festival está a comemorar vinte anos e tem mais grupos todos de boa qualidade. Os portugueses são muito festivos e alegres. Onde chegam de imediato a sua presença é notada por estas características. Quanto á sua sonoridade é muito apelativa e forte. Em conversa com outros colegas consideramos que é dos melhores grupos que aqui estão este ano”.
Aureli – Guia do grupo português.

“Gostei muito grupo de Portugal o meu pais que está sempre no meu coração. Foram muito gentis quando fora do programa fizeram uma pequena demonstração no parque de campismo “Le Sedour” onde sou a gerente. Obrigado Portugal”.
Teresa Pereira – Emigrante há 38 anos natural de Chaves

“Este festival não cumpriu um dos objectivos do CIOFF a promoção da paz e da cultura entre os povos, foi muito desgastante para os grupos. Quanto ao grupo português é de muita boa qualidade. Defende a cultura tradicional do seu país e consegue introduzir nos seus espectáculos alguma inovação sem descaracterizar a tradição. Foi uma surpresa muito agradável ver o grupo de Portugal”.
Mário Garcia – Director técnico do Paraguai; Delegado do CIOFF do Paraguai e Representante do CIOFF do Sector da América Latina

“ Dos grupos que aqui estão em Riom es Montagne a participar no “Festival de Musica Sem Fronteiras” o grupo português conseguiu atrair mais gente nas ruas. O seu espectáculo é muito bonito e com uma grande sonoridade conseguida através dos seus tambores. Quero agradecer a Portugal ter vindo dado um pouco da sua cultura aqui a Riom es Montagne”
Stéphane Antignac – Adjunto do Presidente de Câmara de Riom es Montagne

“O festival de Ambert é de boa qualidade técnica. A música da Bolívia também se identifica com a de Portugal. O grupo português é muito dinâmico e alegre nas suas actuações”. Não deixa ninguém indiferente quando passa. Muito bem”.
Mário Conde – Director Técnico da Bolívia

“Foi uma emoção muito grande ouvir as canções da minha região. Quando soubemos que vinha aqui um grupo de Portugal e logo do Paul foi um alvoroço e para nós portugueses foi uma alegria enorme. O Rancho do Paul esteve muito bem e aqui os franceses de Saint – Férreol des Cotes gostaram muito espectáculo”.
Leonor e Joaquim Rato – um casal de emigrantes há 40 anos, naturais da Covilhã

“Foi a primeira vez que vim com o Rancho do Paul ao estrangeiro gostei muito de estar aqui na França com os meus colegas. Gostava de vir mais vezes a estes festivais”.
Nelson – um dos elementos mais novos e estreante da delegação portuguesa

“Vi o espectáculo em Feurs a setenta quilómetros de Ambert e vim agora ao encerramento do festival a ver novamente o espectáculo de Portugal, estou encantada com o grupo do meu país. Tem uma grande qualidade que ainda agora no espectáculo final ficou comprovada.”
Fátima Botelho – Emigrante portuguesa dos Açores

“O espectáculo “Cantos e Sons da Terra” funcionou muito bem. Penso até que, as pessoas que fazem este espectáculo não sendo profissionais fazem um trabalho de boa qualidade podendo mesmo trabalhar-se com elas tendo em visto a melhoria do espectáculo. A crítica que ouvimos foi muito positiva e deixou-me bastante satisfeito.
Aliando a tradição com a inovação é possível construir-se um espectáculo de sucesso principalmente aqui neste circuito estrangeiro. Por isso o balanço que faço é muito positivo”.
António José Duarte – Director Técnico do grupo de Portugal

“A estratégia que montamos ao fazer esta ronda com os grupos pelas localidades da região de Ambert deve-se ás dificuldades económicas e à própria crise internacional, o festival de Ambert tem um custo muito elevado (200 000 €), só assim é possível a sua realização. Sabemos que os grupos trabalham muito, por isso, tentamos gerir o descanso dos mesmos. Fizemos o que nos foi possível. O balanço que faço deste festival é muito bom e estou muito satisfeito com a globalidade dos grupos. Na verdade, os grupos que participaram nele são de todos de boa qualidade. Quanto ao grupo de Portugal, teve uma prestação extraordinária e fez a diferença pela defesa da tradição. È um grupo purista, genuíno mas com uma sonoridade inovadora. Quero destacar a sua dinâmica, a sua expressão facial, a alegria, o sentimento e a cumplicidade intergeracional com que actua. È um grupo de bom nível e de qualidade que tem uma cultura festiva talvez um pouco “intensa” de mais para a população de Ambert, muito envelhecida e recatada”.
Patrick Pascal – Presidente do Festival de Ambert

“ Para além do cansaço físico estamos de consciência tranquila ao cumprimos a nossa missão de representar a cultura da nossa região e do nosso país de forma digna e empenhada.
Fizemos o nosso melhor como sempre, daí que, nas diversas localidades onde actuamos sentimos o melhor acolhimento e uma boa adesão do público, principalmente, dos portugueses que nos dispensaram o seu calor humano tão reconfortante nesta região tão fria, quer no clima, quer na expressividade das suas populações, não obstante, haver honrosas excepções, desde logo, cito os responsáveis da pousada onde estivemos alojados um bom exemplo da excepção, entre outros.
Resta-me agradecer a todos os elementos do Rancho Folclórico da Casa do Povo do Paul, a forma abnegada e exemplar que demonstraram no cumprimento de mais esta digressão que uma vez mais honrou Portugal.”
Leonor Narciso – Chefe da Delegação Portuguesa; Presidente da Direcção da Casa do Povo do Paul
" Fonte Inforpaulense"

Ambert à espera do Rancho do Paul

È grande a expectativa do Rancho Folclórico da Casa do Povo do Paul, quanto à sua participação no Festival CIOFF de Folclore Internacional – La Ronde des Copains du Monde em Ambert – França, em representação de Portugal. Abre-se assim uma janela de convivência para a comitiva portuguesa com povos de todo o mundo conhecendo novas culturas e amizades.
De 12 a 22 Julho de 2009, uma vez mais Portugal estará representado no Festival de Folclore Internacional – La Ronde des Copains du Monde em Ambert – França, pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo do Paul.Ambert fica a pouca distância de Lyon, esta vila francesa, encontra-se colocada numa comunidade de 27.000 habitantes. No meio do Parque Livradois-Forez, Ambert abre-se numa larga planície e outrora próspera em actividades como : papel e objectos religiosos, é caracterizada hoje por uma actividade económica bastante diversificada. Local com história permite-nos descobrir os moinhos a papel, o queijo “fourme de Ambert”, Vialatte e Pourrat.
Em redor da Câmara Municipal redonda, espaços protegidos em zona de média montanha oferecem aos visitantes as possibilidades de praticar desportos de lazeres e de cheios ar. Os seus habitantes souberam unir competências para combinar tecnologias de alta tecnologia e tradição e assim, desenvolver a indústria da trança e manter o fabrico dos rosários.
Quanto ao certame mundial de folclore que anualmente se realiza sob a égide do Conselho Internacional de Organização de Festivais de Folclore – CIOFF com a responsabilidade da organização a cargo do Grupo Folclórico Livradoué Dansaire, radicado em Ambert, dura uma semana, tempo mais que suficiente para o grupo beirão mostrar a sua garra e dinâmica, bem como a sua pujante sonoridade.
Estarão presentes os seguintes países: Ucrânia, Servia, Polónia, Irlanda, Rússia, Guadalupe, Suíça, Bolívia, Colômbia, França, Córsia, Kénia, Sri Lanka e claro está Portugal.
Um convite à evasão
Os protagonistas deste encontro internacional, vão partilhar experiências, culturas, conviverem e acima de tudo, defenderam a “Paz e Amizade entre os Povos” sempre presente nestas reuniões de interculturalidade.
Na missiva do presidente do Festival de Ambert, Patrick Pascal, disponível no site do grupo francês faz-nos uma retrospectiva diferente da história deste encontro internacional, “há um mundo cheio de coisas a dizer durante 20 anos de festival. Os momentos de divisão com crianças romenas; encontros insólitos com verdadeiros aborígenes australianos; descobertas inconcebíveis; momentos de festa com mexicanos endiabrados; amizades muito fortes com cubanos; momentos inolvidáveis com palestinos… E ainda muitas palavras e imagens, olhares, amizades… Uma semana de festival, é um enriquecimento sob qualquer ponto de vista, aprende-se a conhecer outras culturas, outros territórios. Descobre-se linguagens muito diferentes e modos de vida totalmente opostos, uns e outros convidam à viagem pela identidade cultural de cada país … à evasão…”.
De acordo, com a mesma fonte na apresentação da delegação portuguesa pode ler-se, "este grupo vem da vila de Paul, situada na região centro Beira Baixa, perto da cidade de Covilhã, em Portugal. O seu reportório é procedente de uma tradição de lendas e antigos costumes que é transmitido de geração em geração. As canções estão entre as mais bonitas de Portugal, com temas do trabalho e do amor. As danças são graciosas, originais e raras, frequentemente acompanhadas de tambores e adufes. Esta formação tem participado em numerosas manifestações no seu país. Viajou através de toda a Europa para mostrar os seus costumes. Vieram a França, aos festivais de Confolens e de Montignac e os seus tambores ressoam ainda no coração dos seus habitantes. Deleitamo-nos ao receber este grupo, que encantará as nossas noites com a sua alegria legendária e a sua convivialidade. Garantimos que passarão um excelente momento na sua companhia". Afirmam os responsáveis do Festival Ambert.
Espectáculo “Cantos e Sons da Terra” já afinado
Pela sua parte o Rancho Folclórico da Casa do Povo do Paul, está preparado para esta viagem… este convite à evasão, mas sempre com a responsabilidade bem presente, estando já preparar cuidadosamente esta digressão por terras gaulesas com o espectáculo “Cantos e Sons da Terra”, onde é feita uma abordagem transgressora, sonora e visual, das tradições perdidas no tempo, emergindo o potencial das danças e a sonoridade ora, harmoniosa dos adufes e pedrinhas, ora, pujante dos bombos, caixas, gaita – de – foles e pífaro.
Na verdade, o grupo paulense anseia demonstrar (como tem sido seu apanágio) que está altura de mais esta representação nacional e merecer a confiança dos responsáveis deste festival que numa tradução livre tem por mote " A Ronda dos Amigos do Mundo".
Para já a comitiva portuguesa parte no dia 12 do corrente mês para Ambert, levando consigo a certeza que irá defender o seu país com a determinação que sempre tem, desde logo no espectáculo de abertura onde terá a seu lado o Brasil - Polónia – Guadalupe - Sri Lanka - Sérvia e Bolívia , cabendo a Portugal participar na Noite Privilégio que encerra o festival na companhia da Polónia - Sri-Lanka e Quénia.
Iremos acompanhar a par e passo a digressão do grupo paulense nesta passagem por Ambert – França, pelo que, iremos dar conta da mais esta intervenção além fronteiras do representante de Portugal no festival – “A Ronda dos Amigos do Mundo”.
(Fonte " Inforpaulense")

Arraial à moda antiga na Festa da Sra.das Dores

A Casa do Povo do Paul, vai em conjunto com a Banda Filarmonica do Paul , animar o arraial da Festa da Sra.das Dores, que vai ter lugar nos dias 4,5 e 6 de Julho de 2009.
Antes, o som dos Bombos e Adufes da Casa do Povo do Paul, os quadros ao vivo das sete capelinhas do Santuário da Nossa Senhora das Dores e quadros etnográficos da vida quotidiana desta freguesia, vão relembrar antigas profissões, no Cortejo Alegórico por volta da 17 horas de domingo 5, isto sem esquecer os usos, costumes e tradições, das gerações que nos antecederam que habitualmente também marcam presença neste cortejo. Depois já no recinto da festa, o Rancho Folclórico da Casa do Povo do Paul, vai tentar recriar um arraial à moda antiga com os grupos de bombos a disputar o espaço. Muita animação é o que está prometido pelos responsáveis da Casa do Povo local.

Chuva prejudica Festival do Castelo

Um dos mais importantes festivais de folclore que decorre no espaço português, é sem dúvida, aquele que tem lugar no Castelo de Santa Maria da Feira, organizado pelo Rancho Regional de Argoncilhe.

Este ano a 26ª edição deste festival que teve lugar no passado dia 27 de Junho/09, foi prejudicada pela chuva que obrigou a organização a transferir para Argoncilhe na sede social do rancho organizador as actuações dos grupos intervenientes a saber: Rancho Folclórico da Casa do Povo do Paul - Beira Baixa; Rancho Folclórico das Cantarinhas de Nisa - Alentejo; Rancho Folclórico de Arcozelo da Torre - Trás-os-Montes e Alto Douro; Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia- Estremadura Sul; Rancho Regional de Argoncilhe - Douro Litoral: Rancho Folclórico de Paranhos da Beira - Beira Alta; Rancho Folclórico do Cartaxo - Ribatejo: Rancho Folclórico da Vila de Pereira - Beira Litoral e Grupo Regional Folclórico e Agrícola de Pevidém - Minho.

Quanto ao desempenho do grupo paulense, pautou-se pela sobriedade e pela diferença. Desde logo com a entrada de Bombos com tradicional romaria. Depois foi a vez das mulheres entrarem ao toque dos Adufes, seguindo-se duas danças e a canção da Sra.das Dores, para terminar a sua participação no XXVI Festival de Folclore do Castelo.

Muito calor e animação na Feira Medieval de Alenquer

No Parque Vaz Monteiro, no centro da vila de Alenquer, mais de sessenta artesãos e três grupos de animação, entre os quais, se encontrava o Grupo de Bombos e Adufes da Casa do Povo do Paul, fizeram desta vila um lugar de reposição da história e levaram a efeito a 6ª edição da Feira Medieval desta localidade
Na verdade, na feira participaram associações concelhias, sendo feita uma recriação que envolveu manjares, jogos e farsas, isto por outro lado, enquanto por outro, os figurantes tentaram reproduzir através de trajes e maneiras, o ambiente da época. Nas bancas encontravam-se, entre outros, cestas, doces, queijos, pão, enchidos e vinhos.
Feira Medieval sem gastronomia, tasquinhas, actividades circenses, música e artesanato recreativo da época não é feira e esta contou com tudo isso.
Mas talvez valha a pena conhecer um pouco melhor Alenquer.
Foi conquistada aos Mouros no séc. XII, teve o seu primeiro foral no século seguinte. Foi nesta vila que nasceu, em 1501, um dos maiores cronistas do Renascimento Português - Damião de Góis. Região famosa pelos seus vinhos, nomeadamente os brancos que fizeram furor na Exposição de Londres em 1890, tem duas delimitações diferentes mas ambas confinadas ao concelho que lhe dá o nome. As vinhas formam grandes manchas contínuas, acompanhando o relevo e desenvolvendo-se por encostas e vales. Produzem vinhos de grande qualidade, principalmente os de meia encosta de exposição a sueste.
Alenquer fica ainda na Rota dos Templários, na Rota da Peregrinação dos Caminhos de Santiago de Compostela, na Rota do Espírito de Santo e na Rota da Peregrinação de Fátima.Nos arredores de Alenquer dignam-se de interesse: Serra de Montejunto, Praias Fluviais do Tejo e diversas casas senhoriais e Quintas Vinícolas de Vinhos de Qualidade.
Neste enquadramento a feira medieval encaixa-se na perfeição e começa a ser a actividade cultural mais marcante da Câmara local.
De facto, muito público, principalmente no sábado dia 20 de Junho, acorreu a esta vila e presenciou alguns espectáculos e a performance do grupo paulense que conquistou novos simpatizantes com a sua sonoridade inconfundível.
Desfiles a horas impróprias para este fim com temperaturas muito altas e uma “coordenadora” ao estilo autocrático foram pequenos senãos de mais esta jornada medieval que no compito geral agradou a todos, incluindo a responsável da Câmara Municipal de Alenquer, entidade que organizou o evento, “ duplicámos o numero de artesãos de trinta para sessenta tivemos muita mais gente a visitar-nos por isso fazemos um balanço positivo desta 6ª edição da Feira Medieval. Quanto à prestação do grupo do Paul foi muito boa e empolgante. De facto, recebemos os parabéns de muita gente pela vinda deste grupo”. Garantiu Patrícia Baptista.
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